Nostalgia em algo meio novo

Pronto. Vamos a mais uma continuação de filmes adaptados de temas que remetem a nostalgia. SONIC, em seu primeiro filme veio abrir nossa saudade de jogos mais simples e modestos com temáticas não tão elaboradas. E gostamos. Fora a polemica inicial quanto ao designe do visual do ouriço azul, Sonic nos trouxe uma boa adaptação sobre da história fora do jogo.

Tinha o personagem principal e atores humanos genuínos, já que é um filme live-action. Temos humanos que ajudam o Sonic e os que atrapalham. Todos funcionaram bem no primeiro filme e pronto. Deu. Piadinhas engraçadas e interpretações dignas. Já nesse segundo filme, temos a adição de mais personagens dos jogos e de cenários dos jogos também. Isso aumenta o nosso sentimento de nostalgia, mas como a trama se foca mais na história dos personagens envolvidos no jogo, temos a perda de interesse na história e participação de alguns  dos personagens humanos.

No enredo, Sonic, dublado por Ben Schwartz (“Eu Odeio o Dia dos Namorados”, “Os Outros Caras”), está muito bem, obrigado. Buscando ser um herói por ter poderes como a energia associada a sua velocidade sempre sendo direcionado pelo Senhor dos Dunnuts, Tom Wachowski, interpretado por James Marsden (“Saga X-Men”, “HOP – Rebelde Sem Pascoa”) e sua esposa Maddie, interpretada por Tika Sumpter (“Policial em Apuros”, “Michelle e Obama”). Já que o malvado Robotnik, interpretado por Jim Carrey (“Eu, Eu Mesmo e Irene”, “O Máscara”) foi jogado noutro mundo. Mas eis que ele retorna com a ajuda de um novo personagem; Knuckles.

Um outro ser que também tem seus poderes e pode rivalizar com o nosso ouriço. Knuckles, interpretado por Idris Elba (“A Torre Negra”, “Círculo de Fogo”), busca a Esmeralda Mestre e, com a ajuda de Robotniik, quase derrota Sonic, se não fosse a ajuda de Talles, uma raposinha de dois rabos e cheia de invenções para salvar seu herói azulado. Este dublado por Collen O’Shaughnessey (“Lego Scooby-Doo”, “Ruby Arco Iris”).

A meu ver, essa busca se foca bem nos personagens do jogo e preenche 70% do filme. Mas esses 30% que se focam nos personagens que não são do jogo se  tornam desnecessários. Um enxerto de linguiça sem precisão. O único humano que manteve, ou até aumentou sua cota de brilhantismo foi nosso Jim que voltou ais neurótico obcecado com suas maquinas e em crescer em sua maldade.

O prêmio maior se torna justamente quando todos os aspectos do jogo se mostram na telona e nós ficamos empolgados. Quem já jogou e se empenhou em finalizar esse jogo, vai sair do cinema sorrindo e empolgado em jogar novamente. Quem nunca jogou, vai curtir uma diversão boa com piadinhas legais que funcionam nos dias de hoje e, talvez, até desejar dar play nesse jogo.

No retorno da direção de Jeff Fowler, “SONIC 2″ ganha um bom peso para nos divertir e mexer com nosso gamer interior sobre jogos de nossa infância além de levar um bom filme pra entreter.

NOTA:

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