Contemple a glória de uma vingança

Quando temos notícias de um filme, vemos trailers para já adiantar cenas do que está por vir. Em O HOMEM DO NORTE” um trailer que entrega apenas 5% do filme todo já suficiente para instigar demais a vontade de ver o filme. E só isso já vale demais por tudo que está por vir e um filme assim valha a pena.

Vendo esse filme tive uma impressão de um roteiro já conhecido. Um príncipe que busca a vingança pelo pai, rei, assassinado pela traição de um irmão usurpador do trono. Mas trago a surpresa para os desavisados de que a história do príncipe viking Amleth foi que inspirou a história do tão conhecido shakespeareano Hamlet (inclusive Hamlet é a mesma escrita para Amleth, mudando apenas o H de lugar).

A história que temos de Amleth pode ser encontrada no livro de Saxo Grammaticus que conta a Gesta Danorum, história dos dinamarqueses escrito em latim em meados do Sec. XIII. Ele aparece nos capítulos III e em parte do IV. Nessa história temos, como já visto no personagem shakesperano, um príncipe movido por vingança por um pai morto e pelo resgate de uma mãe usurpada por um tio traiçoeiro. A criança que cresce movida por essa vingança até se tornar um guerreiro sanguinário que vai colocar seu plano em ação.

Nesta versão majestosa do diretor Robert Eggers (A Bruxa”, “O Farol”) que já trás em sua bagagem obras fortes, temos Alexander Skarsgård (“A Lenda de Tarzan”) como Amleth vigando o Rei Corvo, Horvendill, interpretado por Ethan Kawke (“Assalto a 13ª DP”, “O Senhor das Armas”),  querendo resgatar a mãe usurpada Gurdrún, interpretada por Nicole Kidman (“De Olhos Bem  Fechados”, “Aquaman”) e desejoso da morte do tio assassino Fjölnir, interepretado por Claes Bang (“The Bay of Silence”, “Locked Down”). No caminho conhece a bruxa Olga, interpretada por Anya Taylor-Joy (“Fragmentado”) que o ajuda na sua vingança sanguinolenta. Além de contar com algumas participações tão bem colocadas como William Defoe e Björk.

Com uma fotografia esplêndida de Jarin Blaschke e a musica tão bem colocada de Robin Carolan e Sebastian Gainsborough, estreantes na linha, temos um filme digno de se viver. Aos que não conhecem ou não são tão conhecedores da história e mitologia nórdica o filme vai trazer essa expansão de vida, mas aos que tem paixão pelo assunto, esse filme será o regozijo tão almejado no assunto.

Nota:

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