O fim épico da saga… será mesmo?

29 anos depois do primeiro e clássico “Jurassic Park – O Parque dos Dinossauros”, comandado por Steven Spielberg, que dispensa apresentações, chegou aos cinemas “Jurassic World – Domínio”, que prometeu entregar um final bombástico, com direito ao reencontro de personagens da trilogia original, onde os mesmos oferecem-nos altas doses de nostalgia guardadas desde 2015, quando estreou o primeiro Mundo Jurássico.

Colin Treverrow retorna para a direção e a tarefa talvez não fosse tão difícil assim, afinal, temos dinossauros fora das Ilhas Sorna e Nublar (nem da mansão do longa anterior), portanto, JW3 tinha tudo para brilhar e acertar em cheio, mas assim como aconteceu com “Star Wars – Episódio IX: A Ascensão Skywalker”, Domínio não conseguiu encerrar toda uma saga de forma perfeita. A boa notícia é que ele não é tão desastroso assim como pintam por aí.

Owen Grady (Chris Pratt, “Guardiões da Galáxia”) e Claire Dearing (Bryce Dallas Howard, “Rocketman”) unem forças mais uma vez para resgatar a filha de Blue, uma velociraptor conhecida dos outros dois filmes, e também Maisie Lockwood, garotinha clone de “Reino Ameaçado“, de mercenários, mercado negro com rinha de dinos e uma empresa do mal liderada por Lewis Dodgson, sim, ele mesmo, que apareceu lá no primeiro JP, mas interpretado por outro ator. Ou você pode cháma-lo de Steve Jobs genérico, como eu chamei.

E já menciono logo de cara que os momentos onde Dodgson aparece ou qualquer coisa que envolva sua empresa é de longe a parte mais chata do filme. Sério, o plano do cara levaria ao extermínio da raça humana e ainda por cima usando gafanhotos gigantes, mas claro, se alguém pagar muito dinheiro isso jamais acontecerá. Você leitor entende que é um motivo ruim? Se bem que nós humanos fazemos cada besteira atrás da outra que o resultado provavelmente será o nosso fim. E infelizmente nossos heróis Alan Grant (Sam Neill, “Invasão”) e Ellie Sattler (Laura Dern, “História de um Casamento”) estão justamente nessa meiuca do longa. Por “sorte”, Iam Malcom (Jeff Goldblum, “Thor Ragnarok”) está lá para nos fazer rir como sempre e adicionar um pouco de frescor ao segundo ato.

Por outro lado, a trama envolvendo Owen e Claire mundo afora é mais interessante, ainda que nada de outro mundo, entretanto, entrega-nos a melhor cena (de ação) do filme, a perseguição pelas ruas de Malta com dinossauros por todos os lados é de tirar o fôlego. Para quem comparou com “Missão: Impossível” “Velozes e Furiosos” realmente acertou, mas não há máscaras com rostos de terceiros e nem os exageros exagerados envolvendo carros e homens calvos. Pode ser que você goste disse ou não, é muito subjetivo. Mas que é divertido é.

Na parte técnica, os efeitos visuais estão lindos, mas quem rouba as cenas são os animatrônicos espalhados por todo o filme, uma decisão bastante acertada ao meu ver, pois sabemos que as interações dos atores com os dinossauros ficam muito mais reais, gerando boas cenas de suspense e gritaria, como a cena onde a personagem da Bryce Dallas Howard precisa se esconder debaixo d’água de um dinossauro cego (outra boa sacada) ou a do gelo envolvendo Owen e Kayla, uma novata na franquia, mas que já deixou sua marca.

“Jurassic World – Domínio” pode não agradar para você, mas pelo menos ele tentou uma abordagem “nova”, sem ser nas ilhas ou uma mansão à lá Resident Evil, ou dinossauros geneticamente modificados, um dos motivos de minha insatisfação em “Reino Ameaçado”. Apesar de divertir em alguns momentos, sabemos que já está na hora dos dinossauros descansarem.

NOTA:

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